sexta-feira, 21 de junho de 2024

Cavalera lança a regravação de 'Schizophrenia'

A banda Cavalera tornou-se sinônimo de metal extremo, um nome que até hoje é reverenciado, um legado familiar construído sobre décadas de agressividade musical. 

Em 2023, Max e Iggor Cavalera realizaram o que alguns diriam ser impossível: revisitaram seus primeiros lançamentos, "Morbid Visions" e "Bestial Devastation", e os regravaram com uma intensidade de quebrar ossos. Um risco que poucos ousariam tentar, mas eles alcançaram com arte e proficiência seu som cru característico por meios que só poderiam ser descritos como mágicos ou uma viagem no tempo.

Hoje, a banda lança o capítulo final de sua trilogia dos primórdios, "Schizophrenia". O álbum icônico em termos de thrash e death metal, é um nome familiar para aqueles de nós que se dedicam ao metal extremo. Foi o ponto em que os Cavaleras refinaram suas músicas sombrias, sujas e influenciadas pela velocidade, em algo um pouco mais maduro, desenvolvido e técnico.

Para celebrar o lançamento, a banda oferece aos fãs um novo single, “Nightmares Of Delirium”. A música é um bônus para o álbum histórico de 1987 e apresenta letras do filho de Max, Igor Amadeus Cavalera.

Max Cavalera declara: “‘Schizophrenia’ esteve trancado em um hospício por quase 37 anos. Estou muito orgulhoso de trazê-lo para o futuro com um som moderno sem perder sua mentalidade da velha guarda. Completo com uma nova faixa bônus, ‘Nightmares of Delirium’, criada especialmente para este álbum. Thrash até a morte!”

Iggor Cavalera comenta: “Olá, headbangers… Mal posso esperar para que todos vocês ouçam nossa versão regravada de ‘Schizophrenia’. É um trabalho de suor e amor… Vejo vocês no pit.”

Os irmãos Cavalera, conhecidos por suas colaborações, convidaram Travis Stone (Pig Destroyer) para assumir as guitarras no novo álbum, uma escolha evidente desde os primeiros acordes. Completando a formação, outro ex-membro retorna à família: Igor Amadeus Cavalera (Go Ahead and Die, Healing Magic) no baixo, consolidando uma cozinha rítmica poderosa e vibrante ao lado do irmão Iggor.

Crentes de que as músicas mereciam uma sonoridade moderna, os Cavalera regravaram o álbum Schizophrenia entre 15 de abril e 5 de junho de 2023 no Focusrite Room, em Mesa, Arizona. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Arthur Rizk (Soulfly, Go Ahead and Die, Turnstile).

A icônica capa, que há décadas fascina fãs, também foi revisitada. Nenhum detalhe foi deixado de lado: a arte original foi cuidadosamente restaurada em aquarelas pintadas à mão por Eliran Kantor.

quinta-feira, 20 de junho de 2024

David Gilmour traz filha Romany aos vocais da música ‘Between Two Points’

 Do site Roque Reverso

David Gilmour convidou a filha Romany Gilmour para os vocais da música “Between Two Points”, mais uma amostra do novo disco que o eterno vocalista e guitarista do Pink Floyd lançará no segundo semestre de 2024. É uma versão repaginada da canção da dupla britânica The Montgolfier Brothers.

A música chegou aos fãs no dia 17 de junho por meio de clipe em preto e branco que contou com direção de Gavin Elder e que traz a bela Romany como a atração principal.
 
Na música, além dos vocais, ela participa tocando harpa. O disco “Luck and Strange” chegará oficialmente aos fãs no dia 6 de setembro via Sony Music.

Gravado durante cinco meses em Brighton e Londres, é o primeiro álbum com material novo de Gilmour em nove anos.

O disco, que sucederá “Rattle That Lock”, de 2015″, foi produzido por David e Charlie Andrew, mais conhecido pelo trabalho com ALT-J e Marika Hackman.

A maioria das letras do disco foi composta pela esposa de Gilmour, Polly Samson, coautora e colaboradora nos últimos trinta anos.

“Luck and Strange” traz oito faixas inéditas, junto com uma reformulação de “Between Two Points” e conta com arte e fotografia do renomado artista Anton Corbijn.

Os músicos que contribuíram para o disco incluem Guy Pratt e Tom Herbert no baixo, Adam Betts, Steve Gadd e Steve DiStanislao na bateria, Rob Gentry e Roger Eno nos teclados com arranjos de cordas e corais de Will Gardner.

A faixa-título também traz a participação do falecido tecladista do Pink Floyd, Richard Wright, gravada em uma jam em 2007, em um celeiro na casa de David.

A primeira música do álbum apresentada foi “The Piper’s Call”, que chegou com clipe no fim de abril.

https://youtu.be/A9qdvkx9E3o

Sandra Coutinho, das Mercenárias, ressalta a importância do pensamento libertáqrio

 A arte é combate, e precisa sempre se reinventar e cutucar. parece óbbvio, mas essa obviedade precisa sair da boca de uma artista atuante e lúcida como Sandra Coutinho, baixista integrante da banda As Mercenárias e que celebra 43 anos de carreira.

Inquieta, insatisfeita e muito antenada, a musicista participou do programa de YouTube Alt Cast, apresentado por mauticio Gaia, integrante deste Combate rock, e José Antonio Algodoal, guitarrista da banda paulstana Pin Ups. 

Sua trajetória como integrante das Mercenárias e musicista é um exemplo de luta e resistência da arte em tempos difíceis mas, mais do que isso, e um libelo a gavor da arte como ferramenta crucial paradifundir ideais e apoiar a democracia.

Na convesa descontraída com os dois comunicadores, Sandra discorreu sobre a sua atuação como musicista underground, com passagens pelas bandas Smack e Act, além das Mercenárias, e sobre a vida na Alemanha por 14 anos, fato que ajudou a dar um caráter mais amlo ao seu trabalho musical.

Um aspecto que chamou bastante a atenção durante o programa foi oorgulho de que a artista demonstrou por sua música e sua trajetóriam seja nosanos 80, quando interous os movimentos punk e pós-punk, seja na atuaidade, onde mantém viva a chama com as Mercenárias em atividade.

"É um privilégio poder fazer música dentro de uma estética que ainda considero inovadora, contestadora e original. E pensar que a minha banda sód e garotas fez isso ká nos anos 80", relembra Sandra.

Ela comentou também sobre as grandes parerias que fez com Edgard Scandurra, guitarrista do Ira que chegou a tocar bateria com as Mercenária, com o amigo Clemente Nascimento, guitarrista e vocalista das bandas Inocentes e Plebe Rude, com os irmãos Thomas e Rainer Pappon e ainda com o mítico Pamps, com quem tocou no Smack.

Sandra Couti8nho encanta não só por sua trajetória importante no rock nacional, mas or sua lucidez e intgridade artística e cultural, em que o passado de ativista política - foi integrante do gripo Libelu no final dos anos 70, um grupo de esquerda relevante dentro do espectro nderground político-estudantil - teve impacto direto e fundamental em sua vida e em seu trabalho.

https://www.youtube.com/watch?v=c2TLa1DtYyw

A luta de Paulo Miklos na melhor fase de sua vida

O palco é muito pequeno para uma mente inquieta que costuma se transformar em bandido em um filme, e em Adoniran Barbosa em outro. E issoé base da vida de um músico que recusa rótulos como Paulo Miklos, ex-Titã que vive a fase mais espendorosa de sua carreira solo.

Aos 65 anos de idade, o cantor, guitarrista e saxofonista está com umdisco ao vivo na praça e engata uma série de projetos cinematográficos , além de saborear o estrondoso sucesso do projeto "Titãs Encontros", que reuniu os sete titãs remanescentes em turnê emmorável.

"É uma época mágica, em que muita coisa acontece e que me dá enorme prazer", disse o músico durante entreista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. "É extraordinário que as pessoas ainda tenham a mete aberta para curtir músicas e projetos diferentes em tempos de radicalização."

A sua empolgação para falar de "Titãs Encontro" é explícita, mas garante que o ciclo se encerrou, "Parecia que tínhamso voltado aos anos 80, o clima estava ótimo, efervescente. Nos sentimos vivos e criativos novamente. Claro que precisávamos disso, mas era um projeto limitado e temporário, com data para acabar."

De bem com a vida e eloquente, mesmo nos temas mais espinhosos ele manteve umtom positivo. Não se furtou a aabordar a questão política na música brasileira depois de tempos tão tenebrosos quando os quatro anos de desgovermo e etrocessos da era Jair Bolsonaro.

De forma polida e elegante, Miklos se mostrou espantado com a guinada generalizada á direira specialmente nomeio da música popular, qyeue antes era combativa e com atitude de contestação. 

“Ccomecei a ouvir as músicas dos caras e pensar: ‘Mas espera aí, já era assim antes? Então eu entendi errado’. Isso aconteceu demais, aconteceu entre as famílias, aconteceu entre os amigos. Acho que foi uma crise ética, política, que exigiu das pessoas. Também [aconteceu] essa coisa da onda das fake news na rede social. Houve essa cisão extrema e maluca”, analisou o cantor.

E ele pode falar de cátedra, já que fez parte de uma geração musical de alto calibre em termos de qualidade e expressão politica. E Titãs, com o álbum "Cabeça Disnossauro", de 1986, esteve na vanguarda do movimento artístico.

“Eu não briguei especificamente com ninguém nestes tempos duros e difíceis, porque eu achei uma perda de tempo. Na minha própria rede social, eu faço uma higienização, sabe? Eu dou um ‘block’ geral, o cara falou alguma coisa", diz Miklos. "E tem alguns [perfis] que eu vou visitar. Penso: ‘espera aí, esse cara está meio estranho, deixa eu ver, esse comentário não é muito legal’. Eu vou lá no perfil pra ter certeza antes de bloquear.”

Asissta abaixo a íntegra de Paulo Miklos no programa Roda Viva: 

https://www.youtube.com/watch?v=k2THcTsx9sg&pp=ygUMcGF1bG8gbWlrbG9z

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Chico Buarque, 80 anos: o rock reverencia o criador das 'óperas-sambas'

 Ele é autor de óperas pop de grande repercussão, akem de escrever livros e passear por outras mídias, tormando-se referência cultural de seu temo em seu país. as trajetórias de Chico Buarque e Pete Townshend (guitarrista da banda iglesa The Who) são repleta de semelhanças e representam o que de melhor a cultura nos porporciona na atualidade.

Chico Buarque completou 80 anos e continua relevante, assim como Townshend, que tem 79. São dis artistas parecidos pela forma como produzem e como encaram a vida e de como se sentem inadequados em apenas uma atiidade.

Seja no samba ou na MPB, Buarque causou estranheza quando deidiu apresentar suas "ópers", ou operetas, contando historinha do cotidianho de forma épica e bem construída. seria uma noba forma de arte aquela "Ópera do malandro", que guardava semelhança com trabalhos dos alemãaes Bertolt Brecht e Kurt Weill?  E o que dizer de "roda Viva"?

A mesma estranheza surgou quando Pete Townshend apareceu com "Tommy" em 1969, contando em música a saga do menino ceso, surdo e mudo que se tornou campeão de flieprama e líder mundial de uma seita religiosa. Estaria ele ficando louco?

Townshensd já brincava com o conceito um pouco antes, com a suite "Rael" e e a peça "A Quick While, He's Away", uma colcha de retalhos/músicas que compunham mosaicos onstigantes de ideias.

Chicodesde cedo se tornou um cronista da vida urbana que entalhava canções com rara beleza poética, imprimindo no samba temas até entãio pouco visos. Suas "óperas-sambas"lhe conferiram uma aura de compositor quase erudito e a fama de artista diferenciado, da mesma forma que ococrreu com Townhend em Londres naquee final de anos 60.

Chico Buarque, artista pop por excelência, chega aos 80 anos gigante e ostentando uma trajetória que poucos na história da arte ocidental podem apresentar. 

Apesar de algumas semelhanças, é difícil traçar grandes paralelos entre "Tommy", de The who, e "òpera do Malandro" ou "Roda Viva".  Mas é incróvel a sintonia com que as carreira dos dois artistas mostrou 

Ficar escrevendo o tamanho do impacto que a obra de Chico Buarque teve e tem é desnecessário. Aos 80 anos, percorre ainda hoje os passos imensos que o transformaram em ícone pop. 

"Ópera do Malandro" tem o mesmo impacto que "Tommy" para o rock - cultura, inteligência e excelência acima de tudo. Que privilégio o nosso oder desfrutar de tamanha obra de qualidade. 

terça-feira, 18 de junho de 2024

Malta Rock Bar: tragédia rompe a blindagem da violência no rock

 A revitalização do rock na cidade de São Paulo depois da pandemia de covid-10 passa necessariamente por dois nomes, de dois estabelecimentos que se tornaram icônicos da cidade: The Metal Bar, em Pinheiros, na zona oeste, e Malta Rock Bar, no lime da Praça da Árvore e Sáiude, na zona sul. 

Depois de muito tempo, locais para o rock autoral ser executado em palquinhos davam as caras e se tornaravam pontos obrigatórios para quem gostra de ock com mais profundidade, relembrando os grandes bares como Blackjack, Blackmore, Brittania, Carbono 14 e muitos outros.

É difícil medir importância do Malta ERock Bar depois da pandemia, ainda mais depois do crime que vitimou o seu roprietáriom Carlos Monteiro dos Santos, o "Nenê", morto a golpes de canvete desferidos por um frequentador  no sábado, dia 15 de junho.

Lugar pequeno, intimista, com um cardápio simples, mas com boas opções de cervejas artesanais, o Malta gnhou fama muito rápido como um lugar agradável e ideal para ouvir boa música, respirarmercado musical e fechar negócios dentro do meio - exatamente como o seu bar irmão, o Metal bar.

O clima ficou tão bacana que o Malta começou a ser muito requisitado para eventos, seja para lançamentos de Cds ou DVDs, clipes e workshops, inclusive internaionais . 

O cantor americano Jeff Scott Soto, que vive tocando no Brasil, fez palestras e eventos sobre voz e técnicas vocais no bar. Ficou amicíssimo de Nenê, e mostrou-se chjocando e emocionado nas redes sociais quando soube do assassinato. 

Só isso é suficiente para mostrar a dimensão da importância que o Malta Rock Bar adquiriu na capital paulista. O clichê é pertinente: preencheu várias lacunas.

Como pode então um lugar tão especial estar correndo o risco de, subiutamente, deixar de existir por causa de um dejeto humano que decidir perpetar uma tragédia?

O tmanho da tragédia do assassinato para o mundo do rock ainda não é possível de ser medido. nenÇe tentava defender uma de suas funcionárias de um assédio sexual quando o criminoso sacou um canivete e o ataciy, com rudas estocadas no percoço. 

O bandido foi dominado em seguida, agredido e detido por policiais miliraes. Está preso de forma preventiva. aos 34 anos, respondeu a vários processos na Justiça, pasosu um tempo detido e, aparentemente, mostrou algum distúrbio menal. Estava claro que foi ao bar para arrumar confusão.

Chama a atenção o fato de o bar não ter seguraqnças específicos, o que mostra como Nenê encarava o trabalho - uma casa aberta e onde a amizade e a paz repdominavam. Os frequentadores mais assíduos dizem que nunca havia ocorrido coisa parecida no local.

São tempos difíceis, em que a violência e a intolerância são as tônicas de um cotidiano deturpado. Não estamos mais seguros nem emsmo no confinamento dos bares do rock, ambientes considerados quase que blindados diante da isnanidade que domina grandes eventos e locais mais amplos.

Alem disso, cai por terra aquela noção de que a violêiacia sempre foi característica de bares e casas noturnas associadas a outros gêneos musicais, como pagode, rap e sertanejo - coisa que corre devido aos casos noticiados com frequência na imprensa.

Com a violência generealizada e a intolerância diária, torna-se nevessário redobrar os esforçoes e as atenções para os ambientes outrira civiliados para extirpar as chances de repetição da trag´dia do Malta. 

Se houver possibilidades e a família tiver forças, é preciso que o malta Rock Bar continue existindo, não só como homenagem a Nenê, mas como um tributo ao rock e um símbolo maior de resistência. 

Em um mundo com guerras e gnocídios diversos, o rock precisa sobreviver e esperamso que o Malta contiue como forma de mostrar que somos maiores do que a violência.

https://revistaforum.com.br/brasil/2024/6/17/amigo-de-nen-dono-do-malta-rock-bar-morto-em-sp-perda-para-metal-paulistano-160666.html

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Siegrid Ingrid valoriza a resistência e o valor do 'rock que salva'

 Quando o ex-jogador de futebol Casagrande lutava contra os seus demônios na guerra contra a dependência química, costumava dizer que o rock o ajudava a seguir em frente e a acordar todos os dias. Constatou na prática que o rock salva.

Emergindo do inferno das drogas, um músico paulistano de heavy metal é mais uma testeminha do fato, por mais que muitos julguem um clichê roqueiro dos mais batidos? rock é rebeldia, é atitude, mas também é salvação e redenção. 

O vocalista M. Punl ainda não tem a visibilidade de Casagrande, mas sua se´rie de vitórias é tão grande e importante quanto a do ex-jogador e hoje comentarista esportivo. Ele celebra a sua vitória diária contra a dependêmcia química e faz disso a sua razão de viver e a da existência de sua vanda de jeavy metal, a Siegrid Ingrid, uma das piorneiras do metal extremo em São Paulo. 

Para quem esteve no inferno e conseguiu sair, pode-se dizer que "Back From Hell", o mais recente álbum da banda paulistana ´é a coroação de êxisto depois de muita dificuldade e muitos reveses. Do ponto de vista do cantor, é só mais uma etapa de um longo caminho para ir além da sobrevivência.

"É um momento ótimo e o novo trabalho mostra isso", diz M. Punk. "Gravar e lançar músicoas depois de mais de 30 anos na batalha e com tantos percalçõs me deixa orgulhoso, é um reconhecimento a tanto esforço, e uma espécuie de recompensa."

Como tantos artitas do ubderground roqueiro brasileiro, M. Punk e o Siegrid Ingrid não esmoreceram diante da falta de apoio, de reconhecimento e dos inimigos internos. 

Hoube momentos em que a hibernação parecia eterna, mas a fagulha sempre esteve lá. E foi essa fagulha que manteve o sonho dde ver a Siegrid Ingrid na ativa novamente e que ajudou o cantor a enfrentar os seus demônios e a escapar do onferno do vício em drogas.  

Muito dessa experiência está em "Back From Hell", uma obra que tenta reunir não só a parte mais dura do processo de "figa" do inferno, mas também a parte positiva da luta necessária de alguém que consegue driblar as trevas todos os dias.

O impacto da trajetória é tão gigantesco que M. Punl se tornou referência no queito de "vitória diária" contra a dependência química e trabalha com isso, em uma isntitui8ção que ajuda pessoas doentes e que oferece infromações diversificadas na prevenção à queda para o abismo.

"A banda sofreu muito por causa do mergulho dos integrantes dos excessos e vícios. Se foi afetada negativamente por conta disso, agora quero que ela colha os benefícios da minha olta por cima e que a música consiga ter um imacto positivo nso ouvintes", diz M. Punk.

O caaminho continua sendo difícil, por ais que haja felicidade pelo primeiro disco lançado depois de 24 anos de silêncio. Uma nova mudqnça na frormação foi necessária, e o bateria Romulo "Minduim" substituiu Herbert Loureiro neste ano.

O experiente Minduim, que também é da banda Victorizer,  foi instrutor do instrumento no Bateras Beat em São Paulo e também atuou recentemente como substituto temporário de Amílcar Cristófaro em alguns shows do Torture Squad pela América do Sul. Completam a formação Borô (guitarra), André Gubber (guitarra) e Luiz Berenguer (baixo)

Escutar "Back From Hell" não é uma tarefa fácil. É um som extremo e incômodo, como tem de ser a trilha de quem vive os piors dias de uma vida complicada. Tudo e tenso, angustiantee desafiador.

Musicamente, é eath metal com os dois pés nos anos 90, quando a estética era feroz e chocante até as últmas consequências. A música pergura o cérebro sem concessões, sme polimento. pE um resgate perfeito da devastação sonora que leva o ouvinte ao completo desespero. E era essa a intenção.

Não existe passeio no inferno, e "Nojo" deixa isso claro. É sofrimento do começo ao fim, assim cooa  sequência, a clautrofóbica "In Search of Light", que não alivia no desespero. 

"Dead Inside" e "The Vomtory" avançam ainda mais o sinal da desruição, deixando claro que o fudo fo poço não tem fundo quando nso entregamos ao "demônio", que fecha todas as portas e suga toda a esperança. 

"Templo dos Vermers" é um olhar para outro aspecto, jogando luz no terreno minado das falas amizades e péssimas companhias que servem de ãncora para o abismo.

Com uma produção "suja" e realçando a violência - no sentido da agressividade sonora -, "Back From Hell" nos mostra como o Siegrid Ingrid fez falta nos 24 anos sem trabalho novo. 

"A mísic e a arte são partes fundamentais da recuperação de quem busca ajuda e quer sair do abismo", afirma M. Punl. "Sou privilegiado de poder desfrutar desse momento de minha vida e de puder cantar com a Siegrid \Ingrid; Estou vivo e em franca recuperação diária. Sou testemunha de que o chavão 'o melhor estar por vir' é a mais pura verdade."