domingo, 9 de fevereiro de 2025

Premiar um resto de nada dos Beatles foi o ponto mais baixo da história o Grammy

 Marcelo Moreira

Os Beatles não mereciam ser desrespeitados (FOTO: DIVULAÇÃO)



Premiar uma canção que não passa de um resto de resto e deixar claro que o prêmio de melhor álbum de rock foi quase que uma mera concessão de “consolação”. O Grmmy ainda serve para alguma coisa? Tem alguma relevância?

Os Beatles, enquanto existiram, foram ignorados pela indústria fonográfica americana, assim como os Rolling Stones. Premiá-los mais de 60 anos depois de seus auges soa como uma ofensa ao bom senso e à inteligência.

“Hackney Diamonds”, o primeiro álbum de inéditas dos Rolling Stones desde 2005, é interessante e tem méritos, mas esteve longe de ser o melhor álbum de rock de 2023-2024. Reparação de erros passados ou úmero tributo a um grupo que completa 63 anos de existência?

O pior caso é, de longe, o dos Beatles, solenemente esnobados nos anos 60 pelo Gammy. Só por serem ingleses? “Now and Then” venceu coo a melhor cação de rock. A banda acabou em 1970 e desde então os remanescentes pegaram três ensaios/rascunhos/demos deixadas por John Lennon, morto em 1980, e as completaram para projetos diversos.

A canção premiada, a terceira delas, era um resto do resto, fraca, descartada mesmo para o projeto “Anthology”, de 1995. Como tiveram coragem de premiar uma coisa dessas?

Esse tipo de barbaridade acabou com o pouco de credibilidade que tal premiação tinha, ofuscando alguns acertos, como o prêmio dado ao Gojira, banda francesa, como melhor performance no heavy metal.

Premiar “Now and Then”, em vez de enaltecer, depôs contra os Beatles, que t{em el menos 20 obras-primas que deveriam obrigatoriamente ser premiadas, mas no tempo certo, e não meio século depois.

Qualquer música de “McCartney III”, o álbum que Paul McCartney gravou em seu estúdio caseiro durante a pandemia de covid-19m pe melhor do que o “Frankenstein” lançado de forma oportunista pelo espólio dos Beatles.

Na falta de critérios claros para as escolhas e diante das barbaridades perpetradas, pe o caso de definitivamente ignorarmos esse tipo de premiação, Isso nos poupará aborrecimentos, pois o tempo avança e as pessoas esquecem os gênios. Por isso aguentamos “votações populares que ignoram Pelé, Maradona e escolhem outros menos talentosos como melhores de todos s tempos.

Vai acontecer com Beatles e Rolling Stones, infelizmente. E o Grammy só contribui oara acelerar essa decadência.


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